Gostaria de nadar com jamantas nas Maldivas? Então está com sorte. Nas Maldivas é possível ver mantas durante todo o ano. No entanto, há épocas e locais mais favoráveis do que outros. As jamantas seguem o plâncton, o seu alimento preferido, e deslocam-se de acordo com as correntes e as estações.
O mais habitual é observar jamantas de recife, mas em alguns atóis do sul poderá ter a sorte de se cruzar com uma jamanta oceânica gigante. Enquanto as jamantas de recife costumam atingir, no máximo, cerca de 5,5 metros de envergadura e um peso de 1.400 kg, as jamantas oceânicas podem chegar aos 9 metros e pesar até 2.300 kg. São as maiores do mundo.

Quando ver jamantas nas Maldivas?
- A melhor época para ver jamantas nas Maldivas é de maio a outubro. Graças ao plâncton trazido pelas correntes, é mais fácil observá-las nas margens orientais dos atóis, muitas vezes em grupos numerosos.
- De dezembro a março é mais difícil vê-las, mas poderá ter sorte nas margens ocidentais dos atóis. Além disso, o clima das Maldivas durante estes meses é excelente para mergulho e snorkel.
- Abril e novembro são meses de transição, mas também oferecem alguma possibilidade de avistamento.
Ninguém lhe pode garantir a 100% que as verá, mas se seguir estes conselhos, as suas probabilidades de encontrar jamantas durante as suas férias nas Maldivas aumentam consideravelmente.

Nadar com jamantas nas Maldivas é uma das experiências mais emocionantes que vivi com o meu filho neste paraíso. Fiquei tão impressionada com os seus movimentos majestosos que, por baixo da máscara de snorkel, me escapou uma pequena lágrima de emoção.
Os melhores atóis para ver jamantas nas Maldivas
O melhor local para ver jamantas nas Maldivas é Hanifaru Bay, no atol Baa, de maio a novembro. Nesta reserva protegida, pode fazer snorkel com dezenas, e por vezes centenas, de jamantas. No entanto, aqui apenas é permitido fazer snorkel, não mergulho. O acesso a Hanifaru Bay também é regulado pelo governo para proteger estes animais.
Outros locais excelentes para ver jamantas nas Maldivas:
- Ari Sul: com alguma sorte, poderá ver jamantas durante todo o ano em Ari Sul, especialmente nas zonas de Moofushi, Kandu, Madivaru e Maavaru.
- Lhaviyani: se tiver sorte, também poderá observar jamantas em Lhaviyani de outubro a abril, sobretudo em Fushifaru, Dhanifaru e Kanifushi.
- Raa: as jamantas também podem ser vistas ao longo de todo o ano no atol Raa. Consoante a época, encontram-se no lado oriental ou ocidental do atol.
- Malé Norte: especialmente de abril a dezembro, em Lanka Manta Point.
- Seenu, no sul: aqui há jamantas durante todo o ano, algumas com mais de 5 metros de envergadura. É um local ideal se pretende fazer mergulho nas Maldivas.
Perguntas frequentes sobre jamantas nas Maldivas
A joia da coroa é Hanifaru Bay, no atol Baa. De maio a novembro, pode fazer snorkel com dezenas, e por vezes centenas, de jamantas neste local protegido. No entanto, aqui apenas é permitido fazer snorkel, não mergulho. Noutros atóis também é possível vê-las durante todo o ano, mas os avistamentos são menos previsíveis.
Sim, mas a melhor época e o melhor local para as observar dependem da estação e das correntes.
Sem dúvida, em Hanifaru Bay durante a estação das chuvas, de maio a novembro.
Sim, na maioria dos atóis. No entanto, em Hanifaru Bay apenas é permitido fazer snorkel.
Principalmente a jamanta de recife residente, embora no atol Seenu, com alguma sorte, também seja possível ver jamantas oceânicas gigantes.
As jamantas podem viver entre 40 e 50 anos.
As jamantas e as raias são frequentemente confundidas, mas são animais diferentes, embora ambas pertençam ao grupo dos peixes cartilaginosos chamados elasmobrânquios.
Se vir um animal enorme a nadar em águas abertas, com a boca na parte frontal e sem ferrão, muito provavelmente trata-se de uma jamanta. Se for mais pequeno, estiver junto ao fundo marinho e tiver a boca na parte inferior do corpo, é provavelmente uma raia.
Não, as jamantas são inofensivas. Alimentam-se de plâncton, são dóceis e curiosas, e muitas vezes aproximam-se dos humanos, especialmente dos mergulhadores.
As raias, por outro lado, são carnívoras e podem ser perigosas se se sentirem ameaçadas. Possuem um ferrão venenoso na cauda, com o qual podem picar. Embora o veneno normalmente não seja mortal, pode causar dor e dificuldade em respirar. É o seu mecanismo de defesa. As raias costumam estar no fundo do mar, a mover-se pela areia em busca de alimento, por isso é importante ter cuidado para não as pisar sem querer.

Hanifaru Bay
O programa de conservação e proteção de Hanifaru Bay é um dos mais importantes das Maldivas. Tem como objetivo preservar a biodiversidade única desta zona, especialmente as jamantas e os tubarões-baleia das Maldivas.
Em 2011, Hanifaru Bay e o atol Baa foram declarados Reserva da Biosfera pela UNESCO, o que implica o cumprimento de normas rigorosas de proteção ambiental e a promoção de uma economia sustentável, de forma a evitar a massificação e reduzir o impacto negativo do turismo.
Os projetos desenvolvidos nesta área procuram compreender melhor o comportamento das espécies marinhas para garantir a sua proteção a longo prazo. Nos últimos anos, o número de exemplares avistados nas Maldivas aumentou. Graças a este programa, Hanifaru Bay continua a ser um santuário para as jamantas nas Maldivas e um exemplo de turismo responsável e conservação marinha.
Como afetam as correntes a alimentação das jamantas nas Maldivas?
As correntes do Oceano Índico têm um impacto direto na alimentação das jamantas. Estas correntes transportam grandes quantidades de plâncton, que constitui o principal alimento das jamantas. Quando as correntes são fortes e ricas em nutrientes, o plâncton concentra-se em determinadas zonas, atraindo as jamantas para se alimentarem.
Durante as mudanças de monção, as correntes variam e determinam em que parte dos atóis se acumula o plâncton. Por exemplo, durante a estação da monção do sudoeste, de maio a novembro, as correntes levam o plâncton para o lado oriental dos atóis. Já durante a monção do nordeste, de novembro a abril, empurram-no para o lado ocidental. As jamantas seguem estes movimentos para maximizar o acesso ao alimento.
Em locais como Hanifaru Bay, quando as correntes e as marés coincidem, pode ocorrer uma concentração excecional de plâncton. Isto dá origem a espetáculos naturais únicos, em que dezenas ou até centenas de jamantas se alimentam em conjunto, por vezes formando espirais sincronizadas para filtrar o plâncton de forma mais eficiente.
Em resumo, as correntes não determinam apenas onde e quando é possível ver jamantas. São também fundamentais para a sua alimentação e para o seu comportamento em grupo.

